terça-feira, 1 de dezembro de 2009
As africanidades e as leituras da cultura brasileira
(Resumo da palestra realizada no Curso de Extensão "Africanidades: história, arte e cultura", no dia 28 de Novembro de 2009, nas dependências do Memorial do RGS, Porto Alegre-RS.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A História da Literatura de Sílvio Romero
O trabalho analisa a obra de Sílvio Romero, dando especial atenção à forma como o autor utiliza sua História da Literatura Brasileira como veículo de demarcação cultural da brasilidade. Sua abordagem da literatura nacional teve na mestiçagem o critério legitimador. Neste sentido, seu recorte da literatura funciona como manancial probatório de preocupações que transcendem o âmbito artístico propriamente dito. Através dela, buscava realçar nossa diferenciação identitária diante da ex-metrópole portuguesa. Esta pesquisa explora a configuração teórica deste projeto, perscrutando o espectro de sua trajetória intelectual desde os anos de sua formação na Escola do Recife – onde assimila o pensamento filosófico alemão por intermédio de Tobias Barreto – até os anos de maturidade, com as leituras de Charles Darwin e Herbert Spencer. Toda esta miríade de referências conflui na publicação de sua grande obra, em 1883, onde se destaca o cunho nacionalista de seu pensamento e o tom polemista de sua crítica literária. O autor apresenta influências teóricas variadas que, combinadas num viés intelectual original, político e criativo, darão sentido ao seu principal objetivo: realçar a mestiçagem brasileira como forma essencial de nossa originalidade como nação.
(Resumo do trabalho apresentado no VIII Seminário Internacional de História da Literatura, realizaod na PUCRS, em Porto Alegre - RS, em outubro de 2009).
O Organicismo e Tribunal da História
O presente trabalho aborda a obra América Latina: males e origem, publicada em 1905 por Manoel Bomfim. Tendo especial atenção à forma como a história é mobilizada, perscruta-se o gerenciamento teórico e historiográfico da idéia de “mal de origem” de nossa nacionalidade. Nesse sentido, daremos atenção à construção de sua interpretação da identidade nacional brasileira e da relação desta com certa compreensão da lusitanidade. Assim sendo, dar-se-á maior ênfase à forma como o repertório teórico do final do século XIX foi utilizado pelo autor, bem como às referências que contribuíram para a construção desta obra matricial.